sábado, 6 de maio de 2017

Junho 2016 - Virando réptil e desapegando...

Comecei a fototerapia já no dia seguinte que me consultei na clínica especializada dentro de um hospital em Tel Aviv. Tinha que fazer 3 sessões por semana, iniciando com um total 15 sessões (à ser avaliado posteriormente para ver se eram necessárias mais sessões), onde a regra era que não podia fazer dois dias seguidos, tinha que dar 1 dia de intervalo entre sessões. E não podia também ficar muito tempo sem ir, pois o tratamento perde força assim. Mantive uma média de 3 sessões por semana.

O tratamento é gradativo, começa com uma intensidade x, por tempo y, e no fim do tratamento a intensidade e tempo multiplicam-se.

As coceiras, depois de umas 3 ou 4 sessões, diminuíram drasticamente, já não passava 24 horas do meu dia me coçando. Eu já estava bem mais tranquila devido ao calmante, mas ainda me coçava muito, e a fototerapia acelerou muito este processo.

Sou muito clara, creio que o tanto de Raio UVA que recebi serão extremamente prejudiciais para minha saúde, inclusive o dermatologista que me indicou o calmante não se mostrou muito à favor do tratamento com fototerapia, por conta da minha pigmentação, mas no meu estado de desespero com a coceira, eu não pensei nem duas vezes e não me arrependo nem por um segundo da decisão que tomei.
Estou informando isso porque se a sua coceira é tolerável e você tem um tom de pele bem claro como o meu, eu não indico o tratamento com fototerapia, pois ele é bem nocivo à pele, inclusive com a quantidade de raio UVA recebido 3x por semana que ia na clínica, eu não podia tomar mais nada de Sol na rua.

Depois de umas duas semanas em tratamento com a fototerapia, mantive o calmante dia sim dia não, a loção de zinco e muito hidratante. As feridas começaram a ficar bem secas, com uma camada branca se formando de pele escamando por cima delas, ainda bem rosas, porém com essa camada seca por cima.
Tão secas, que o tempo todo senti a pele puxando, esticando, e então compreendi como se sente um réptil.
Esse foi o momento que mais usei hidratante, passava no meio do trem, no trabalho, pois entendi que quando minha pele ficava seca, com as feridas secas, esse era o momento em que começava a coçar.

E assim fui seguindo, vencendo a doença.

Comecei a fazer o uso durante o banho de esfoliante, usava de vez em quando em cima das feridas para acelerar processo de descamação.Isso não sei se é bom ou ruim, mas eu não aguentava não fazê-lo, mas acho que talvez só hidratando seria o melhor a ser feito.

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