Um ano depois da minha crise, não tive mais sinais da doença. As manchas já se foram todas, e o que ficou foi a lembrança e uma pontinha de medo de... "E se ela voltar?"
Assim fui do ódio ao amor com a Pitiriase Rosea.
Ódio por ter passado pelo que passei e muitas vezes não ser compreendida. Não se dá atestado para uma pessoa que está se coçando, afinal não estou com dor. Ódio por não ter dado um intervalo no trabalho, pedido umas duas semanas de férias ou algo assim para tentar me recuperar da coceira sem fim com mais calma e tranquilidade, tudo pela pressão do serviço, de ter demasiada tarefa pra concluir. Ódio por ver dentro de mim um sentimento tão ruim... por muitas vezes pedi sabedoria para não pedir demais...eu com uma coceira, que me deixou com o corpo em alto-relevo e me fez sentir enojada de mim mesma, disso sim tive muita tristeza, por me sentir daquele jeito, quando há tanta gente no mundo passando por problemas maiores, por problemas crônicos, eternos...
Ódio, que é uma palavra tão forte, e que me parece exagerada mas que nos é capaz de fazer enxergar o outro lado da moeda, que me fez parar de reclamar e começar a agradecer.
E, ao começar a agradecer fui ao amor. Por entender que nosso corpo está sempre gritando e nos dando sinais de que nem tudo está bem. A doença pode até não estar relacionada ao estresse, mas eu acho que no meu caso, ela surgiu devido à série de fatores e acontecimentos.
1 - sou uma pessoa que por si só tem imunidade baixa. Tenho crises de herpes tipo 2 desde que me entendo por gente, média de 1 a 2 meses por mês. Algumas das pesquisas da Pitiriase Rosea associam a doença com algum tipo de herpes, acho que o da catapora e eu tive catapora (pasmem) 2 vezes na vida, era criança mas lembro que foi um caso comentado com os familiares e pediatra.
2 - o início da doença veio bem no fim de abril com início de maio, quando notei a mancha mãe. Poucos meses antes, acho que em fevereiro, fiz um tratamento com antibiótico para sinusite, e já li artigos que associam a crise da doença com uso recente de antibióticos.
3 - estava completamente sobrecarregada de trabalho e isso só faz a imunidade da gente piorar
4 - me alimentando mal e me exercitando pouco.
No meio do tratamento da doença, quando parei de sentir as coceiras (aproximadamente 1 mes e 10 dias desde o começo), decidi mudar meu estilo de vida como um todo.
Passei a não me matar de tanto trabalhar (a carga de trabalho era a mesma ou até pior, mas parei de me desgastar emocionalmente por conta do trabalho, passei a não me doar por inteira ao lado profissional, me esquecendo dos demais lados).
Comecei a seguir um plano nutricional com uma profissional excelente, coloquei como rotina diária a prática da atividade física (mesmo que em alguns dias não tenha tanto tempo disponível) e tentei pegar mais leve comigo mesma, não me importar tanto com coisas banais e seguir a vida com mais tranquilidade.
Mantive o calmante natural por bastante tempo e ainda mantenho sempre em casa, quando sinto que estou mais nervosa, tomo um, porém entendi que preciso liberar endorfina para me sentir mais tranquila e por isso dou hoje mais prioridade na atividade física.
Outra coisa que não deixei de fazer foi me hidratar sempre, hoje passo hidratante com bem mais frequência do que antigamente, e venho lutando contra minha herpes que me atacava mensalmente ou até mesmo 2x por mês, venho testando alguns tratamentos e acredito que vou vencer essa batalha colocando-a para dormir por mais tempo.
Ainda me pego no espelho, procurando manchas e sempre que coço aqui ou ali eu olho para o que estou coçando para ver se não é algo anormal. Acho que vou seguir fazendo isso por bons anos da minha vida, mas agradeço. Agradeço pelo que passei, pelo quanto evolui com isso, pelo meu corpo ter tentado tantas vezes me dar sinais de que precisava de mudanças, pela vida que levo e pelas pessoas que tenho comigo ao meu lado, como meu marido que muito me ajudou a vencer essa etapa e sempre ajuda.
Espero que de alguma forma eu contribua e esclareça alguns pontos da doença.
Me coloco à disposição para quem queira tirar dúvidas sobre essa doença que tira a gente do sério.
Lembre-se: respira fundo, tenha calma e paciência, você vai se recuperar. E agradeça!
Do Ódio ao Amor com a Pitiríase Rosea
Este blog foi criado com o intuito de poder ajudar outras pessoas que passam pela doença Pitiriase Rosea, nem que seja um conforto, uma força para conseguir vencê-la com mais facilidade, mitos e verdades.
sábado, 6 de maio de 2017
25 de Junho - Parabens para mim!
Dia 25 de junho, chegou a minha 32a primavera!
Ainda em tratamento com fototerapia, me mantendo no calmante natural ( pois entendi que muito da doença veio por um momento de extremo estresse e mal cuidado comigo mesma) e bastante hidratante. Já havia descamado todas as feridas, porém ficaram manchas de um tom rosa para amarronzado no meu corpo todo, elas duraram uns bons meses (aproximadamente uns 4 meses).
Neste aniversário, decidi retornar a uma pessoa mais leve, mais feliz, tranquila. Decidida à mudar meu estilo de vida.
Entendi que o estresse no dia-a-dia nos enfraquece muito além do que imaginamos e escutamos. Deixa nossa imunidade baixa (mais ainda do que a minha já é sempre) e que o modo como eu estava levando tudo devia mudar. Eu fui atrás desta mudança.
Ainda em tratamento com fototerapia, me mantendo no calmante natural ( pois entendi que muito da doença veio por um momento de extremo estresse e mal cuidado comigo mesma) e bastante hidratante. Já havia descamado todas as feridas, porém ficaram manchas de um tom rosa para amarronzado no meu corpo todo, elas duraram uns bons meses (aproximadamente uns 4 meses).
Neste aniversário, decidi retornar a uma pessoa mais leve, mais feliz, tranquila. Decidida à mudar meu estilo de vida.
Entendi que o estresse no dia-a-dia nos enfraquece muito além do que imaginamos e escutamos. Deixa nossa imunidade baixa (mais ainda do que a minha já é sempre) e que o modo como eu estava levando tudo devia mudar. Eu fui atrás desta mudança.
Junho 2016 - Virando réptil e desapegando...
Comecei a fototerapia já no dia seguinte que me consultei na clínica especializada dentro de um hospital em Tel Aviv. Tinha que fazer 3 sessões por semana, iniciando com um total 15 sessões (à ser avaliado posteriormente para ver se eram necessárias mais sessões), onde a regra era que não podia fazer dois dias seguidos, tinha que dar 1 dia de intervalo entre sessões. E não podia também ficar muito tempo sem ir, pois o tratamento perde força assim. Mantive uma média de 3 sessões por semana.
O tratamento é gradativo, começa com uma intensidade x, por tempo y, e no fim do tratamento a intensidade e tempo multiplicam-se.
As coceiras, depois de umas 3 ou 4 sessões, diminuíram drasticamente, já não passava 24 horas do meu dia me coçando. Eu já estava bem mais tranquila devido ao calmante, mas ainda me coçava muito, e a fototerapia acelerou muito este processo.
Sou muito clara, creio que o tanto de Raio UVA que recebi serão extremamente prejudiciais para minha saúde, inclusive o dermatologista que me indicou o calmante não se mostrou muito à favor do tratamento com fototerapia, por conta da minha pigmentação, mas no meu estado de desespero com a coceira, eu não pensei nem duas vezes e não me arrependo nem por um segundo da decisão que tomei.
Estou informando isso porque se a sua coceira é tolerável e você tem um tom de pele bem claro como o meu, eu não indico o tratamento com fototerapia, pois ele é bem nocivo à pele, inclusive com a quantidade de raio UVA recebido 3x por semana que ia na clínica, eu não podia tomar mais nada de Sol na rua.
Depois de umas duas semanas em tratamento com a fototerapia, mantive o calmante dia sim dia não, a loção de zinco e muito hidratante. As feridas começaram a ficar bem secas, com uma camada branca se formando de pele escamando por cima delas, ainda bem rosas, porém com essa camada seca por cima.
Tão secas, que o tempo todo senti a pele puxando, esticando, e então compreendi como se sente um réptil.
Esse foi o momento que mais usei hidratante, passava no meio do trem, no trabalho, pois entendi que quando minha pele ficava seca, com as feridas secas, esse era o momento em que começava a coçar.
E assim fui seguindo, vencendo a doença.
Comecei a fazer o uso durante o banho de esfoliante, usava de vez em quando em cima das feridas para acelerar processo de descamação.Isso não sei se é bom ou ruim, mas eu não aguentava não fazê-lo, mas acho que talvez só hidratando seria o melhor a ser feito.
O tratamento é gradativo, começa com uma intensidade x, por tempo y, e no fim do tratamento a intensidade e tempo multiplicam-se.
As coceiras, depois de umas 3 ou 4 sessões, diminuíram drasticamente, já não passava 24 horas do meu dia me coçando. Eu já estava bem mais tranquila devido ao calmante, mas ainda me coçava muito, e a fototerapia acelerou muito este processo.
Sou muito clara, creio que o tanto de Raio UVA que recebi serão extremamente prejudiciais para minha saúde, inclusive o dermatologista que me indicou o calmante não se mostrou muito à favor do tratamento com fototerapia, por conta da minha pigmentação, mas no meu estado de desespero com a coceira, eu não pensei nem duas vezes e não me arrependo nem por um segundo da decisão que tomei.
Estou informando isso porque se a sua coceira é tolerável e você tem um tom de pele bem claro como o meu, eu não indico o tratamento com fototerapia, pois ele é bem nocivo à pele, inclusive com a quantidade de raio UVA recebido 3x por semana que ia na clínica, eu não podia tomar mais nada de Sol na rua.
Depois de umas duas semanas em tratamento com a fototerapia, mantive o calmante dia sim dia não, a loção de zinco e muito hidratante. As feridas começaram a ficar bem secas, com uma camada branca se formando de pele escamando por cima delas, ainda bem rosas, porém com essa camada seca por cima.
Tão secas, que o tempo todo senti a pele puxando, esticando, e então compreendi como se sente um réptil.
Esse foi o momento que mais usei hidratante, passava no meio do trem, no trabalho, pois entendi que quando minha pele ficava seca, com as feridas secas, esse era o momento em que começava a coçar.
E assim fui seguindo, vencendo a doença.
Comecei a fazer o uso durante o banho de esfoliante, usava de vez em quando em cima das feridas para acelerar processo de descamação.Isso não sei se é bom ou ruim, mas eu não aguentava não fazê-lo, mas acho que talvez só hidratando seria o melhor a ser feito.
29 de maio - há luz no fim do túnel
Nos primeiros dias de tranquilizante natural, não posso dizer que a coceira passou, porém estar mais tranquila, relaxada e menos estressada pensando nela me fez tirar um pouco o foco do incômodo para outras coisas. Esse foi o primeiro ponto crucial para o tratamento.
A loção de zinco ajudou muito a começar a secar as feridas todas, e neste dia 29 de maio tive minha consulta para iniciar o tratamento com Fototerapia.
A junção dessas três coisas me fez vencer a pitiriase! Sem esquecer de sempre manter o hidratante corporal sem álcool e um bom sabonete hidratante também. Entendi que não havia nada além do que já estava fazendo que pudesse ser ainda mais efetivo.
Entendi que suar fazia as coceiras piorarem, e o ar-condicionado, que dava um pouco de alívio nas coceiras de momento, na verdade só piorava o processo todo, pois ele resseca demais a pele. Mas eu não tinha muita escolha. Da minha casa, vou até à estação de trem de bicicleta, de lá entro no trem com ar-condicionado por meia hora e do trem até o trabalho mais aproximadamente 10 minutos de bicicleta. O dia todo no ar, bem gelado, e retorno para casa. Por isso, o creme hidratante passou a andar na bolsa comigo, para cima e para baixo.
Resumindo: a primeira semana depois que me consultei com o médico que me receitou calmante e loção de zinco, consegui me manter mais calma, as coceiras ainda muito intensas, mas consegui raciocinar melhor e traçar um plano psicológico para conseguir me manter bem e forte durante o restante do processo.
Já na outra semana, iniciei o tratamento com a fototerapia.
segunda-feira, 15 de agosto de 2016
22 de maio de 2016 - dia de acerto de contas
Ao saír do hospital na sexta-feira dia 20, me informaram que eu precisava levar a documentação e papelada no meu plano de saúde, para que eles pagassem a conta e eu não precisasse arcar com os míseros 850 shekels (quase o mesmo em reais) que iriam me cobrar.
Lá fui eu, o marido e a Pitiriase passear.
Tristeza minha, me deram uma bronca porque fui ao hospital sem telefonar antes para o plano pedindo ajuda. Expliquei que era sexta-feira (fim de semana), eu estava desesperada, e não sabia que para ir a um hospital de emergência precisaria ligar pedindo permissão para isso. Fim da picada...
Não adiantou muito até eu levantar a blusa e ver a atendente fazer uma cara meio nojo meio dó para mim, e enfim pegar minha papelada e dizer que ia batalhar no meu caso (rs).
A semana foi seguindo, continuei indo trabalhar pois estava no meio de um projeto muito grande naquele mês, por mais atestados eu tivesse, não poderia faltar no trabalho. Mas no meio dela eu não aguentei.
Liguei para o Dr. Gelo novamente, tentando marcar um retorno, mas não consegui nada. Fui informada que somente dia 15 de junho havia data disponível para retorno, imaginem só?!
Por fim, consegui outro médico, que mudou o meu jeito de ver a situação. À este médico, meu muito obrigada.
Marquei a consulta para o meio da semana, deve ter sido perto do dia 25 de maio, horário depois do meu trabalho, algo como 18h00.
Ao chegar no médico, que não me chutou para fora do consultório com 5 minutos de consulta, tentei convencê-lo de que estava aceitando o tratamento com antibiótico. Eu estava destinada a conseguir o antibiótico já tinha uns dois dias, mesmo sabendo que algumas pessoas tomaram e deu certo e outras tomaram mas tiveram reincidência. Eu já estava apelando para tudo.
Não ganhei a receita do antibiótico. Pelo contrário, ele me disse que todos que tomaram costumam ter a doença depois novamente, que eu devia ficar tranquila e pronto. Então perguntei ao Dr: Como uma pessoa nesse estado, nesse nível de coceira pode ficar tranquila? Ele só podia estar zombando da minha cara... quase ri, se não fossem as lágrimas querendo escorrer.
Saí de lá com duas receitas. Óxido de ZINCO em loção (líquido) e um remédio natural à base de pasiflora e outras plantas chamado NERVEN (deve ser tipo um maracujina ou um serenus).
O conjunto desses dois remédios, com o sabonete para pele extra seca líquido e litros ou quilos de hidratante me devolveram a vida.
Conto mais no próximo post.
Lá fui eu, o marido e a Pitiriase passear.
Tristeza minha, me deram uma bronca porque fui ao hospital sem telefonar antes para o plano pedindo ajuda. Expliquei que era sexta-feira (fim de semana), eu estava desesperada, e não sabia que para ir a um hospital de emergência precisaria ligar pedindo permissão para isso. Fim da picada...
Não adiantou muito até eu levantar a blusa e ver a atendente fazer uma cara meio nojo meio dó para mim, e enfim pegar minha papelada e dizer que ia batalhar no meu caso (rs).
A semana foi seguindo, continuei indo trabalhar pois estava no meio de um projeto muito grande naquele mês, por mais atestados eu tivesse, não poderia faltar no trabalho. Mas no meio dela eu não aguentei.
Liguei para o Dr. Gelo novamente, tentando marcar um retorno, mas não consegui nada. Fui informada que somente dia 15 de junho havia data disponível para retorno, imaginem só?!
Por fim, consegui outro médico, que mudou o meu jeito de ver a situação. À este médico, meu muito obrigada.
Marquei a consulta para o meio da semana, deve ter sido perto do dia 25 de maio, horário depois do meu trabalho, algo como 18h00.
Ao chegar no médico, que não me chutou para fora do consultório com 5 minutos de consulta, tentei convencê-lo de que estava aceitando o tratamento com antibiótico. Eu estava destinada a conseguir o antibiótico já tinha uns dois dias, mesmo sabendo que algumas pessoas tomaram e deu certo e outras tomaram mas tiveram reincidência. Eu já estava apelando para tudo.
Não ganhei a receita do antibiótico. Pelo contrário, ele me disse que todos que tomaram costumam ter a doença depois novamente, que eu devia ficar tranquila e pronto. Então perguntei ao Dr: Como uma pessoa nesse estado, nesse nível de coceira pode ficar tranquila? Ele só podia estar zombando da minha cara... quase ri, se não fossem as lágrimas querendo escorrer.
Saí de lá com duas receitas. Óxido de ZINCO em loção (líquido) e um remédio natural à base de pasiflora e outras plantas chamado NERVEN (deve ser tipo um maracujina ou um serenus).
O conjunto desses dois remédios, com o sabonete para pele extra seca líquido e litros ou quilos de hidratante me devolveram a vida.
Conto mais no próximo post.
20 de maio - dia de passear no hospital
Num balanço geral, dos 100% do meu tempo, quando acordada, talvez uns cinco minutos aqui outros ali, eu não me descabelava tanto de tamanha coceira. Minhas noites de sono já não existiam mais, eu passava a maior parte da noite acordada com coceiras de fazer você perder as estribeiras, de literalmente chorar de desespero. Uma noite sem dormir é uma coisa, duas semanas deixa qualquer ser humano maluco.
A semana se seguiu. Basicamente, ia da casa para a empresa, da empresa para a casa. No ar condicionado, que antes parecia aliviar um pouco a coceira, na verdade estava piorando tudo. Notei que o ar ressecava minha pele, e mantê-la hidratada diminuia um pouco o desconforto. Ainda não tinha conseguido marcar a fototerapia, ficaram de me retornar com uma data mais proxima para eu marcar a primeira consulta.
Já havia recusado alguns convites: dois aniversários de pessoas queridas, uma cervejinha com uma amiga, primos distantes que estavam visitando minha cidade e eu não pude vê-los.
Era quinta-feira, dia 19 de maio de 2016 e eu resolvi que essa guerra eu não ia perder, estava decidida à combater com tudo. Uma amiga queria passar o fim de semana lá em casa e eu aproveitei a ocasião para tomar uma cervejinha com ela na quinta-feira. Quando ela me viu queria que eu fosse a um hospital, mas eu pedi que deixássemos o compromisso para o dia seguinte, para que eu pudesse curtir a cervejinha antes. Me bastaram duas longnecks e meu dia se transformou. consegui por algumas poucas horas, não me coçar freneticamente. Não que eu não estivesse me coçando, mas existe uma diferença entre a coceira que você controla e a que você não consegue controlar. Fomos para casa, contei ao meu marido que a decisão do momento era me manter bêbada, até a doença ir embora.
Não dormi bem de novo.
Ao acordar, com a coceira grau 15 (em escala de 0 a 10), meu marido já havia saído para trabalhar. Acordei a amiga e pedi desesperadamente que me levasse ao supermercado para comprar uma garrafa de vodka ou whisky. Minto. Pedi que ela me levasse ao hospital mesmo, Atendimento urgência.
No hospital ninguem parecia ter ouvido falar em Pitiriase Rosea. Até eu já sabia que depois de um tubo de pomada Fenergan e a tal da pomada com cortisona (ou corticoide que continuo não me recordando qual delas é) não eram tão amigas assim da doença. Mas naquele momento de desespero, o que eu mais aguardava era alguem para tirar aquela coceira que àquele corpo não pertencia.
Me deram logo uma dose reforçada na veia de Fenergan e a tal cortisona/corticoide.
Uma hora em observação e coceira grau 7 (de 0 a 10)!!! Era uma mulher feliz novamente, podia andar em passo um pouco mais rápido do que de uma tartaruga.
Já havia decretado fim de guerra.
Cheguei em casa, grau 5 de coceira, até o fim do dia, grau 4.
Até assisti educadamente ao lado da amiga e do marido um filme sem me desesperar de coçar. Foi muito bom!
Mas dizem que felicidade de pobre não por muito tempo...
Em menos de 24 horas a coceira voltou no seu grau 15 de sempre, e eu queria matar a Pitiriase. Chorei como criança novamente.
A semana se seguiu. Basicamente, ia da casa para a empresa, da empresa para a casa. No ar condicionado, que antes parecia aliviar um pouco a coceira, na verdade estava piorando tudo. Notei que o ar ressecava minha pele, e mantê-la hidratada diminuia um pouco o desconforto. Ainda não tinha conseguido marcar a fototerapia, ficaram de me retornar com uma data mais proxima para eu marcar a primeira consulta.
Já havia recusado alguns convites: dois aniversários de pessoas queridas, uma cervejinha com uma amiga, primos distantes que estavam visitando minha cidade e eu não pude vê-los.
Era quinta-feira, dia 19 de maio de 2016 e eu resolvi que essa guerra eu não ia perder, estava decidida à combater com tudo. Uma amiga queria passar o fim de semana lá em casa e eu aproveitei a ocasião para tomar uma cervejinha com ela na quinta-feira. Quando ela me viu queria que eu fosse a um hospital, mas eu pedi que deixássemos o compromisso para o dia seguinte, para que eu pudesse curtir a cervejinha antes. Me bastaram duas longnecks e meu dia se transformou. consegui por algumas poucas horas, não me coçar freneticamente. Não que eu não estivesse me coçando, mas existe uma diferença entre a coceira que você controla e a que você não consegue controlar. Fomos para casa, contei ao meu marido que a decisão do momento era me manter bêbada, até a doença ir embora.
Não dormi bem de novo.
Ao acordar, com a coceira grau 15 (em escala de 0 a 10), meu marido já havia saído para trabalhar. Acordei a amiga e pedi desesperadamente que me levasse ao supermercado para comprar uma garrafa de vodka ou whisky. Minto. Pedi que ela me levasse ao hospital mesmo, Atendimento urgência.
No hospital ninguem parecia ter ouvido falar em Pitiriase Rosea. Até eu já sabia que depois de um tubo de pomada Fenergan e a tal da pomada com cortisona (ou corticoide que continuo não me recordando qual delas é) não eram tão amigas assim da doença. Mas naquele momento de desespero, o que eu mais aguardava era alguem para tirar aquela coceira que àquele corpo não pertencia.
Me deram logo uma dose reforçada na veia de Fenergan e a tal cortisona/corticoide.
Uma hora em observação e coceira grau 7 (de 0 a 10)!!! Era uma mulher feliz novamente, podia andar em passo um pouco mais rápido do que de uma tartaruga.
Já havia decretado fim de guerra.
Cheguei em casa, grau 5 de coceira, até o fim do dia, grau 4.
Até assisti educadamente ao lado da amiga e do marido um filme sem me desesperar de coçar. Foi muito bom!
Mas dizem que felicidade de pobre não por muito tempo...
Em menos de 24 horas a coceira voltou no seu grau 15 de sempre, e eu queria matar a Pitiriase. Chorei como criança novamente.
Nova visitinha ao Doutor - 15 de maio
Cheguei ao trabalho (domingo é dia util onde eu moro, primeiro dia da semana). Minha colega que senta na mesma sala que eu, já estava acompanhando meu desespero desde quando começou tudo, principalmente quando começou à coçar.
Mostrei à ela novamente as minhas manchas, que o grau de coceira somente aumentava, já não sabia mais o que fazer. Ela ficou horrorisada quando as viu, disse que somente estava piorando a situação.
Resolvi marcar um dermatologista de verdade. Liguei no meu plano de saúde, pedi o mais próximo da minha casa para a data do dia 15 de maio. Consegui uma consulta para algo como 17h34, achei o horário um pouco estranho, mas aceitei na hora. Saí um pouco mais cedo do trabalho, pedi meu marido que me levasse até o Doutor Dermatologista.
Onde moro existem muitos Russos, tenho bons amigos Russos e entendo o jeito frio que eles tem de lidar com tudo, e sei o quão sérios e profissionais podem ser. São pessoas que quando a gente consegue arrancar um sorriso do rosto deles, se tornam bons amigos. Mas acho que naquele dia, eu esperava um pouco mais de acolhimento do Dr. Russo de nome impronunciável, coisa que não recebi.
Cheguei ao consultório e haviam algumas pessoas na minha frente. Em uns 15 minutos eu fui atendida e minha consulta durou uns 4 a 5 minutos, não muito mais que isso. foi aí que tudo ficou bem esclarecido quanto ao horário estranho no qual fui agendada para aquela tarde. O Dr. Gelo nem sequer te olha nos olhos,
Meu marido achou ele profissional, ele confirmou o diagnóstico sem eu mesmo ter precisado dizer o nome da amiguinha, e disse tudo o que eu não queria ouvir em 2 minutos. Não há o que fazer, tem que esperar a coceira ir embora, vai levar de 1 a dois meses para começar a melhorar... Não adianta ficar dando anti-histamínico. Não use a pomada corticóide (eu ia mostrando todos os medicamentos que já havia comprado, ele ia dizendo sim ou não). O sabonete pude manter o uso, o hidratante também. Disse que eu poderia fazer fototerapia que talvez fosse ajudar. E então mencionou que haviam alguns tratamentos com antibióticos, mas que preferia que eu não fizesse o uso deles.
Fui embora para casa arrasada, a coceira de 0 a 10 estava grau 12,5. Tomei um banho e chorei, chorei igual menina pequena chora de soluçar.
Neste dia, levantei minha bandeira branca, me entreguei à guerra contra a Piti,
Mostrei à ela novamente as minhas manchas, que o grau de coceira somente aumentava, já não sabia mais o que fazer. Ela ficou horrorisada quando as viu, disse que somente estava piorando a situação.
Resolvi marcar um dermatologista de verdade. Liguei no meu plano de saúde, pedi o mais próximo da minha casa para a data do dia 15 de maio. Consegui uma consulta para algo como 17h34, achei o horário um pouco estranho, mas aceitei na hora. Saí um pouco mais cedo do trabalho, pedi meu marido que me levasse até o Doutor Dermatologista.
Onde moro existem muitos Russos, tenho bons amigos Russos e entendo o jeito frio que eles tem de lidar com tudo, e sei o quão sérios e profissionais podem ser. São pessoas que quando a gente consegue arrancar um sorriso do rosto deles, se tornam bons amigos. Mas acho que naquele dia, eu esperava um pouco mais de acolhimento do Dr. Russo de nome impronunciável, coisa que não recebi.
Cheguei ao consultório e haviam algumas pessoas na minha frente. Em uns 15 minutos eu fui atendida e minha consulta durou uns 4 a 5 minutos, não muito mais que isso. foi aí que tudo ficou bem esclarecido quanto ao horário estranho no qual fui agendada para aquela tarde. O Dr. Gelo nem sequer te olha nos olhos,
Meu marido achou ele profissional, ele confirmou o diagnóstico sem eu mesmo ter precisado dizer o nome da amiguinha, e disse tudo o que eu não queria ouvir em 2 minutos. Não há o que fazer, tem que esperar a coceira ir embora, vai levar de 1 a dois meses para começar a melhorar... Não adianta ficar dando anti-histamínico. Não use a pomada corticóide (eu ia mostrando todos os medicamentos que já havia comprado, ele ia dizendo sim ou não). O sabonete pude manter o uso, o hidratante também. Disse que eu poderia fazer fototerapia que talvez fosse ajudar. E então mencionou que haviam alguns tratamentos com antibióticos, mas que preferia que eu não fizesse o uso deles.
Fui embora para casa arrasada, a coceira de 0 a 10 estava grau 12,5. Tomei um banho e chorei, chorei igual menina pequena chora de soluçar.
Neste dia, levantei minha bandeira branca, me entreguei à guerra contra a Piti,
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